Notas
O McLaren MCL32, projetado para o Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2017 representando a última temporada da problemática parceria com a Honda antes da troca para a Renault, conta com o motor híbrido Honda RA617H 1.6 litros turbo V6 em ângulo de 90 graus, montado no meio, que sofria um déficit significativo de desempenho, produzindo estimados 750-800 cavalos contra mais de 900 cavalos da Mercedes e Ferrari combinados, além de problemas de confiabilidade, acoplado a uma transmissão sequencial de oito velocidades com trocas sem interrupção. As revolucionárias regulamentações técnicas de 2017 permitiram um aumento de 25% na carga aerodinâmica por meio de dimensões mais largas, criando um desenvolvimento aerodinâmico agressivo com a distinta pintura laranja papaya que revive as cores históricas da McLaren, alcançando o peso mínimo de 728 kg conforme as especificações da FIA, apesar dos desafios contínuos do motor que limitaram fundamentalmente a competitividade no campeonato.
O MCL32 representa o ponto mais baixo da problemática parceria McLaren-Honda, guiado por Fernando Alonso e Stoffel Vandoorne, que não conquistaram nenhum pódio durante a temporada, com o melhor resultado sendo a sexta posição no Grande Prêmio da Espanha, garantindo ao final o nono lugar no Campeonato de Construtores, demonstrando o superior projeto do chassi McLaren prejudicado pelas catastróficas deficiências do motor Honda. A tentativa histórica de participação de Alonso nas 500 Milhas de Indianápolis terminou em uma dramática falha de motor, evidenciando as preocupações contínuas com a confiabilidade, enquanto os testes de meio de temporada revelaram um déficit estimado de mais de 100 cavalos em relação à Mercedes, criando uma lacuna de desempenho intransponível apesar da excelência aerodinâmica influenciada por Adrian Newey. O chassi avançado apresenta construção em monocoque de fibra de carbono projetada pela equipe técnica de Tim Goss, geometria sofisticada da suspensão e um pacote aerodinâmico abrangente que maximiza as liberdades regulatórias, criando uma capacidade excepcional em curvas, porém prejudicada pela desvantagem em velocidade de reta. O MCL32 estabeleceu o ponto mais baixo na história moderna da McLaren na Fórmula 1, acumulando apenas 30 pontos no campeonato durante a temporada, o que levou ao término da parceria com a Honda e a um acordo emergencial de fornecimento de motores Renault para 2018, representando um ponto crucial que forçou a McLaren a reavaliar sua estratégia de parceria com fornecedores de motores, culminando na adoção do motor cliente Mercedes e abrindo caminho para a recuperação da competitividade no meio do pelotão nas temporadas seguintes, estabelecendo o MCL32 como um exemplo de advertência sobre a importância do motor na era híbrida da Fórmula 1.
Especificações OEM
Comparar com
Tempos de Volta
| Tempo | Pista | Carro | Mod | Piloto | Pneu | Data da Volta | Data de Adição | vs Previsão | Ritmo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1:19.0 | Hungaroring | Race | 31 Jul, 2017 | 26 Oct, 2021 | — | — |